Ana Carolina e Maitê Proença estréiam em agosto no "Saia Justa"

A partir de agosto, o programa "Saia Justa", exibido pelo canal pago GNT, muda seu formato. Como informou a Folha Online, a atriz Maitê Proença e a cantora e compositora Ana Carolina passam a integrar o time de apresentadoras, na companhia de Mônica Waldvogel, Betty Lago e Márcia Tiburi. A dupla substitui a atriz Luana Piovani, que deixou a atração por divergências salariais.

Cantora Ana Carolina e atriz Maitê Proença foram escolhidas para substituir Luana Piovani
Cantora Ana Carolina e atriz Maitê Proença foram escolhidas para substituir Luana Piovani
A idéia de mexer no formato do programa --que desde a estréia do "Saia Justa", em abril de 2002, reunia quatro nomes-- é antiga. "Com a nova formação, agora em quinteto, teremos um novo programa a partir de agosto. Estamos muito animados com esta oxigenação e temos certeza de que o programa só sairá ganhando", diz Letícia Muhana, diretora do canal GNT. 

A atriz Luana Piovani terá sua despedida exibida no programa desta quarta (28), às 22h30. Em cada bloco o programa exibirá passagens de despedidas no cinema, como as do filme "Central do Brasil", "Peixe Grande" e "Irmão Urso". Na pauta da semana, o quarteto fala sobre "o medo de mudar", em alusão às mudanças que a atração sofrerá.

Durante o mês de julho, o GNT reapresentará uma seleção dos quatro melhores programas da última temporada do "Saia Justa" (exibidos dias 5, 12, 19 e 26, sempre às 22h30). Eles servirão para dar tempo para reformulação da atração, que deve ganhar novo cenário.

História

O "Saia Justa" estreou no GNT no dia 17 de abril de 2002. Ancorado pela jornalista Mônica Waldvogel, a primeira formação contou com as participações da cantora e compositora Rita Lee, da atriz Marisa Orth e da escritora Fernanda Young. 

Em 19 de maio de 2004, Rita Lee se despediu do programa na edição especial de número 100. Depois de um período recebendo convidados especiais diferentes a cada semana, a cantora e compositora Marina Lima juntou-se ao grupo. 

A formação permaneceu até o final da temporada 2004. Em maio de 2005, o programa estreou com Mônica Waldvogel, Betty Lago, Luana Piovani e Márcia Tiburi.


Fonte: Folha de São Paulo

"Saia Justa" usa Ana Carolina para fisgar lésbicas, dizem gays

O canal pago GNT escolheu a cantora mineira Ana Carolina, 31, para integrar o programa "Saia Justa", com o objetivo de alavancar sua audiência atraindo telespectadoras lésbicas. A avaliação é de representantes da comunidade GLS ouvidas pela Folha Online

Em dezembro de 2005, Ana Carolina foi capa da revista "Veja", admitindo ser bissexual.

"Acredito que 90% das fãs de Ana Carolina são lésbicas", entrega a empresária Cida Araujo, 54, dona do bar-restaurante Farol Madalena, um dos points preferidos das meninas na badalada Vila Madalena (SP).

Cantora Ana Carolina nasceu em Juiz de Fora (MG) e chegou a freqüentar curso de Letras
Cantora Ana Carolina nasceu em Juiz de Fora (MG) e chegou a freqüentar curso de Letras
Para a coordenadora do Um Outro Olhar, portal de notícias direcionado ao público lésbico, Míriam Martinho, as meninas vão ficar ligadas agora no "Saia Justa" para ver as "cutucadas" que as outras participantes do programa vão dar em Ana Carolina.

"Todo mundo duvida de sua bissexualidade. Mas não importa se ela ainda é um pouquinho enrustida. O que pegou mal foi Ana Carolina se negar a apoiar a parada, de evitar fazer show em casa GLS, de afrontar a militância dizendo que não há necessidade de organização da comunidade gay", dispara Míriam.

Laura Finocchiaro comemora Ana Carolina no "Saia Justa"
Laura Finocchiaro comemora Ana Carolina no "Saia Justa"
A dona do Farol Madalena confirma que Ana Carolina se negou a realizar um show na boate The Week, em São Paulo. A empresária queria promover uma festa no final do ano passado com a artista. 

"Recebi a notícia de que Ana Carolina não se apresenta em casa GLS. Fiquei muito chateada. Não interessa se ela é gay ou não. Um artista tem de ser profissional. Hoje muitos cantores heterossexuais fazem shows em boates gays", afirma Cida.

Cida Araujo, 55, é dona do Farol Madalena, point lésbico
Cida Araujo, 55, é dona do Farol Madalena, point lésbico
Já a cantora e militante Laura Finocchiaro comemorou a assinatura do contrato de Ana Carolina com o canal GNT.

"Acho ótimo que Ana Carolina participe de um programa tão bacana como o 'Saia Justa'. Considero Mônica Waldvogel, uma jornalista/apresentadora impecável. Betty Lago e Márcia Tiburi formam uma boa 'dose dupla'. Portanto, tenho certeza que a participação desta cantora, assumidamente bissexual, será muito bem-vinda e ampliará o mosaico formado por todas estas artistas de primeira", diz.

Na opinião de Laura, a participação de Ana Carolina revela o "compromisso do programa e do canal GNT com o novo, com a diversidade, com a quebra de qualquer espécie de preconceitos".

Revista estampou Ana Carolina na capa
Revista estampou Ana Carolina na capa
Além de Ana Carolina, o programa vai ter, a partir de agosto, a participação da atriz e escritora Maitê Proença. As duas foram escolhidas após a saída da atriz Luana Piovani.

"Estamos muito animados com esta oxigenação no 'Saia Justa' e temos certeza de que o programa só sairá ganhando", diz Letícia Muhana, diretora do GNT, para quem o "espaço para a irreverência e a polêmica ficará ainda maior".

Em comunidades virtuais, a notícia publicada pela Folha Online foi postada em fóruns. Fãs questionaram sobre os riscos da exposição de Ana Carolina no "Saia Justa", uma vez que a cantora "já tem o seu lugar na história fonográfica brasileira", "não precisa entrar em outras áreas para estar na mídia", "não precisa provar nada a ninguém". Apesar das dúvidas, alguns participantes dessas comunidades disseram que torcem pelo sucesso da cantora no programa, apesar de Ana Carolina ser "tímida" e "reservada" com suas questões pessoais.

A reportagem da Folha Online procurou a assessoria da cantora Ana Carolina para ouvir a artista sobre sua futura participação no "Saia Justa" e a repercussão do anúncio do GNT. A assessora da artista informou que só poderá falar com a reportagem após terminar uma reunião.


Fonte: Folha de São Paulo

GNT chama Ana Carolina e Maitê Proença para sofá do "Saia Justa"

Cantora Ana Carolina e atriz Maitê Proença foram escolhidas para substituir Luana Piovani
Cantora Ana Carolina e atriz Maitê Proença 
A GNT pretende bater o martelo na próxima segunda-feira para definir o novo formato de seu programa de maior audiência, o "Saia Justa". O canal pago confirmou nesta sexta-feira (23) que convidou a atriz Maitê Proença e a cantora Ana Carolina para entrarem na equipe, que pode se tornar um quinteto.

Segundo a assessoria da GNT, tanto Maitê Proença quanto Ana Carolina estão "na boca do gol" para entrar na atração.

Piovani fica no programa até a próxima semana. Ela decidiu deixar o "Saia Justa" porque o canal recusou seu pedido de aumento salarial.

Em uma pesquisa informal realizada pela Folha Online, a atriz Malu Mader foi a preferida dos internautas para substituir Luana Piovani no com 39% dos votos. Em segundo lugar, ficou Maitê Proença com 24%. 

Os nomes da pesquisa foram citados pelas atuais "saias" Betty Lago e Márcia Tiburi. Também faz parte da atração a jornalista Mônica Waldvogel.

A partir de julho, a GNT exibe os melhores momentos do programa. Os quatro programas retrospectivos (exibidos dias 5, 12, 19 e 26, sempre às 22h30) servirão também para a reformulação do "Saia Justa".


Fonte: Folha de São Paulo

Ana Carolina é a grande vencedora do Prêmio Multishow 2006


Com o Teatro Municipal do Rio superlotado e atraindo uma multidão nos arredores para aplaudir seus ídolos, o Prêmio Multishow 2006 apontou a cantora e compositora Ana Carolina como a grande vencedora. Ela abocanhou os troféus de melhor cantora e melhor CD (Ana Carolina e Seu Jorge), no evento realizado na terça-feira, 16.

Ana Carolina agradeceu pelo troféu de melhor cantora, citando grandes nomes de quem admite ter influências, como Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Gal Costa e Nana Caymmi, entre outros. E destacou aquele como o mais importante encontro do cenário musical brasileiro.

“Brigado gente! Jurei que não ia ganhar, mas estou aqui levantando o troféu. Sorte do Brasil, que tem essa diversidade musical, que só faz bem ao país. O grande barato desse prêmio é fazer a gente se encontrar sem vaidade e mostrar que a música é sempre maior”.

Quanto ao melhor CD, Ana Carolina, além de explicar a ausência de seu parceiro, Seu Jorge, que estava nos Estados Unidos, lembrou que os dois se conheceram nos bastidores de uma edição do Prêmio Multishow.


“A gente nem se cumprimentou e começou a cantar uma música. Depois fizemos juntos o Projeto Encontro e daí nasceu a idéia do CD Ana Carolina e Seu Jorge”.

Fernanda Torres animou a platéia com suas brincadeiras, principalmente durante os
intervalos, ressaltando, por exemplo, que os supersticiosos queriam que se pulasse da 12ª para a 14ª edição, mas que ela tinha certeza de que o teatro estava cheio de ‘Zagalos’ que têm o número 13 como o da sorte.

Fernanda Lima e Flávia Alessandra tiveram de fazer improvisações até que as atrações que iriam apresentar – Marcelo D2 e Jota Quest, respectivamente – se posicionassem no palco.

E o evento ainda contou com um inusitado encontro logo na abertura. Foi o show que reuniu Caetano Veloso, Zeca Pagodinho, Toni Garrido, Negra Li, Gabriel Pensador e Baudauí, vocalista do CPM 22, cantando um versão heavy metal de Tropicália. Outros grandes encontros se seguiram como o de Jair Rodrigues e o funkeiro Fernandinho Beat Box; Altamiro Carrilho e o roqueiro Andreas Kisser, do Sepultura, sem contar que Marcelo D2 cantou Meu Samba é Assim, vestido de piloto da Varig, enquanto sua banda se vestia de comissários de bordo. E, claro, o show de Vanessa da Mata, que perdeu o troféu de melhor cantora, mas faturou o de melhor música por Ai, Ai, Ai.

Quanto às duplas de apresentadores dos vencedores nas diversas categorias, a produção caprichou. MC Leozinho e Susana Vieira; Juliana Paes e Martinho da Vila, além de Maria Paula e Bussunda, que transformaram o momento numa verdadeira sessão Casseta e Planeta.

Festa no MAM

Na festa realizada no Museu de Arte Moderna (MAM), Susana Vieira explicou o motivo de estar tão comportada no papel de apresentadora, ao lado de um funkeiro.
“Não estava vestida adequadamente. Para dançar funk o legal é usar calça jeans ou minissaia”, observa a atriz, que usou um modelito estilo surfista, escolha de seu noivo, Marcelo Silva, que a levou na loja Redley (adorada por surfistas e funkeiros) no sofisticado Shopping da Gávea, zona sul carioca.

Concorrente junto com sua banda Capital Inicial a cinco troféus, Dinho Ouro Preto foi eleito o melhor cantor. Ao chegar no Municipal, contou o motivo e não ter grandes expectativas para a noite.

“Teve um ano que estávamos concorrendo exatamente a cinco prêmios e saímos daqui de mãos abanando. No dia seguinte fomos manchete: “Os Grandes Perdedores do Prêmio Multishow’. Se essa noite estivermos abençoados, quem sabe levamos alguma coisa.

A premiação durou duas horas (das 22h à meia-noite) e fez uma homenagem especial a Zeca Pagodinho, que reuniu vários bambas do samba no palco da mais tradicional casa de espetáculos do Rio: Arlindo Cruz, Teresa Cristina, Almir Guineto e Dudu Nobre, entre outros.

A platéia estava recheada de famosos, como o casal Danielle Winits e Cássio Reis, Carolina Dieckmann, Heloísa Périssé, Luís Miranda, Ângelo Antônio e o mais novo casal da praça: Nívea Stelmann e Marcos Paulo. Outros famosos só deram as caras na festa realizada no MAM – Selton Mello, Rafaela Mandelli, Maria Padilha e Latino – e que varou a madrugada de quarta-feira. A festa teve seu auge, por volta das 3h, quando o MC Leozinho subiu no palco e entoou funks que se tornaram hits no país inteiro. Susana Vieira, claro, nesse momento, esqueceu-se de que não estava trajada adequadamente e rebolou como uma típica funkeira de comunidade tanto no palco quanto na platéia, quando foi acompanhada do noivo Marcelo Silva.

Confira a lista de premiados:


Cantora: Ana Carolina
CD: Ana Carolina & Seu Jorge
Grupo: J.Quest 
Revelação: Marjorie Estiano
Clipe: Memórias (Pitty)
Instrumentista: Rodrigo Amarante (Hermanos)
DVD: O Rappa Acústico
Show: Ivete Sangalo
Música: Ai Ai Ai, com Vanessa da Mata 
Cantor: Dinho Ouro Preto
Homenagem especial: Zeca Pagodinho

Fonte: O Fuxico

Brasileira Ana Carolina canta hoje no Casino de Lisboa


Podem até não saber o seu nome mas os espectadores das novelas brasileiras reconhecem-lhe a voz grave e sabem de cor os temas românticos que acompanham as suas personagens favoritas. Garganta, Nada para Mim, Encostar na Tua, Uma Louca, Nua, são mais de uma dezena os "temas globais" de Ana Carolina. Ela garante que integrar a banda sonora de uma novela não é sinónimo de sucesso mas não despreza o seu poder: "são 50 ou 60 milhões de pessoas ouvindo uma música ao mesmo tempo, é algo que não se consegue em rádio nenhuma".
No concerto desta noite, no Auditório dos Oceanos, no Casino de Lisboa, vão estar apenas 600 pessoas. "Estou um pouco apreensiva, acho que me vou sentir meio nua em palco", revela a brasileira de 31 anos.

Em Portugal, onde se apresenta pela quarta vez, está "ainda começando", no Brasil é um fenómeno. Para aquela jovem que começou a tocar em bares aos 18 anos, o sucesso chegou subitamente com o lançamento do primeiro disco, Ana Carolina, em 1999, que foi disco de ouro e nomeação para o Grammy Latino como melhor álbum pop. "Não estava à espera. De repente era reconhecida na rua, tinha pessoas me abordando." Seguiu-se Ana Rita Joana Iracema (2001) e Estampado (2003), num percurso onde Ana Carolina se foi assumindo cada vez mais como compositora- assina 13 dos 15 temas de Estampado - e construindo o seu universo. A cantora e multinstrunsmentista, que em Dezembro foi capa da Veja dizendo "Sou bi e daí?", já deixou de se preocupar com as comparações com Cássia Eller ou Zélia Duncan, e foi a responsável pelo disco mais vendido no Brasil no ano passado: a colectânea Perfil . E Ana & Jorge, disco e DVD gravados em Agosto num concerto acústico com Seu Jorge, na sala carioca Tom Brasil, já vendeu mais de cem mil cópias. Será lançado ainda este mês em Portugal pela Sony BMG - esta noite, Ana dará um cheirinho cantando É Isso Aí.

Um dia,no Rio de Janeiro, foi assaltada. "Levei um tiro no vidro do carro, estamos em guerra mesmo", comenta. A partir daí, passou a dar mais valor à "vida que é tão curta" e decidiu fazer tudo o que sempre tinha querido. Como por exemplo, desafiar o tropicalista sexagenário Tom Zé para um dueto. "Olá, daqui é Ana Carolina, sou uma cantora mineira e adoro o seu trabalho...", escreveu no mail que enviou a Tom Zé. O músico, conhecido pelo seu bom humor, respondeu na mesma moeda e pouco depois encontraram-se para gravar Brasil Corrupção (Unimultiplicidade). "A música foi feita antes do escândalo do mensalão, foi assim como uma premonição."

Quando foi desafiada pelo amigo Seu Jorge para o tal concerto, Ana Carolina não só decidiu cantar o tema como pediu a outra amiga, a escritora Elisa Lucinda, umas palavrinhas para "dizer antes". Elisa ofereceu-lhe o inédito Só de Sacanagem, texto belíssimo que propõe uma resposta honesta à sacanagem de um país inteiro. A voz grave de Ana Carolina exalta-se quando diz: "Minha esperança é imortal/ Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!"

"'Tá na cara que o Lula sabe de tudo e foi o principal mandante, tenho a certeza absoluta. Nas próximas eleições vou votar no Itamar", explica, com uma pontinha de desilusão. Como figura pública, Ana Carolina sabe que as suas palavras podem fazer a diferença. "Quando era jovem e ouvia o Caetano falar de algumas coisas, quer fosse um tema musical ou político, eu ficava com vontade de pesquisar, de perceber. Pode ser que eu consiga que pelo menos uma garota pare para pensar. Isso é importante."

Fonte: Diário de Notícias

Ana Carolina na festa de inauguração da casa de Alcione


A cantora Alcione fez uma festa na última quarta-feira, dia 5, para inaugurar sua nova casa, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. O rega-bofe foi bem movimentado, e contou com a presença de artistas de todas as áreas, como samba, teatro e MPB.

Miguel Falabella, Renata Sorrah e Maria Bethânia eram alguns dos mais animados. Depois de se deliciar com algumas guloseimas, o trio, ainda na mesa, bateu um longo papo e juntos deram boas gargalhadas.

Taís Araújo, Zeca Pagodinho, Lega Nagle, Antônio Pitanga e Sandra de Sá também passaram pelo local. O ponto alto da festa, no entanto, foi a performance feita pela cantora Ana Carolina, em parceria com a poetisa Elisa Lucinda. As duas encerraram a noite recitando poesias.

Lenine, Jorge Aragão, Lúcia Veríssimo e Elba Ramalho também estiveram por lá.
Fonte: O Fuxico

Especial- ...E daí?






Na semana passada, a cantora Ana Carolina deu uma entrevista a VEJA que contém uma confissão pessoal e ao mesmo tempo é o reflexo de uma mudança e tanto na forma como os jovens brasileiros encaram a sexualidade. Ana Carolina falou sem meias palavras sobre suas preferências. "Sou bissexual", disse ela. "Acho natural gostar de homens e mulheres." O que chama atenção é que ela trata do assunto com leveza. E, é importante frisar, sem ter a mínima intenção de fazer proselitismo em favor de causas políticas. "Sou contra essa postura de levantar bandeiras para defender o homossexualismo, pois fica parecendo que ser gay é uma doença", diz. Ana Carolina é hoje uma das artistas que mais vendem discos no Brasil. Desde 1999 ela lançou quatro CDs, que ultrapassaram a marca de 1,5 milhão de cópias vendidas. Somente neste ano foram 800 000 unidades, mais da metade de toda a carreira. Seu mais recente lançamento, Ana & Jorge, feito em parceria com o cantor carioca Seu Jorge, atingiu a vendagem de 125 000 discos em apenas duas semanas. Não é exagero dizer que 2005 foi seu ano de ouro – e a naturalidade com que expõe sua sexualidade só reforçou seu carisma.
"Acho engraçado quando alguém chega a meu camarim e diz:'Que coragem a sua de cantar Eu gosto de homens e de mulheres!'. Poxa, 'coragem' é uma expressão muito antiquada nessa área" 
Nascida em Juiz de Fora, Ana Carolina vem de uma família de músicos. Seu avô cantava em igreja e a avó era artista de rádio. "Dizem, aliás, que ela teve um affair com o forrozeiro Luiz Gonzaga – mas não me pergunte se foi antes ou depois de conhecer meu avô", conta. Ana Carolina é autodidata: aprendeu a tocar violão, guitarra e pandeiro sozinha. Hoje em dia, diz que domina a "matemática da música", embora ainda não saiba ler partituras. A cantora lembra que na adolescência, ao mesmo tempo em que dava os primeiros passos musicais, já demonstrava interesse por ambos os sexos. "Namorei quatro garotos, depois uma menina, em seguida outro garoto e mais tarde uma menina outra vez", diz. Aos 16 anos, ela tomou a decisão de contar para a mãe que se sentia diferente das amigas. "Fiz isso de supetão. Estávamos falando de um assunto qualquer e eu soltei a confissão, como se não fosse nada. 'Mãe, eu gosto de homens e de mulheres. Dá para a senhora me passar aquele negócio ali, por favor?'" A opção da filha foi respeitada, ainda que mais tarde ela tenha enfrentado cobranças. "Tive de ser mais dura com minha mãe, para reafirmar minha condição. Mas aí ela aceitou de vez, e hoje nos damos bem", conta. 
                                     
"Sempre apreciei as intérpretes que botam tudo para fora ao cantar, como se fosse o últino dia de sua vida. Cantar alto me deixa excitada"
Ana Carolina começou da mesma forma que tantos artistas anônimos: cantava em barzinhos. Seu repertório tinha canções de Edu Lobo e Chico Buarque, além de músicas próprias. "O barzinho é uma escola maravilhosa, desde que você não cante apenas sucessos que tocam na rádio, imitando as versões originais. Desse jeito, você nunca encontra a própria personalidade." Ana Carolina ainda era desconhecida quando encontrou uma figura que marcaria sua carreira: a cantora Cássia Eller. "Quando Cássia foi a um show meu, eu me senti como se tivesse ganho a Cruz de Malta", diz. As duas ficaram amigas e, depois da morte de Cássia, Ana Carolina herdou parte de seus fãs. 

O forte da cantora são as baladas – mas ela faz bom uso de seu vozeirão para lhes dar um toque mais dramático do que intimista. "Cantar alto me deixa excitada", diz ela. Além de compor, Ana Carolina tem gravado canções de medalhões e novos nomes da MPB. Ela tem uma visão realista do gênero em que atua. "Não acredito que surgirão na música brasileira movimentos musicais tão inovadores quanto a bossa nova e o tropicalismo. Mas isso não é o fim do mundo. Vamos fazer música de qualidade, nem que não seja uma revolução", diz. Os shows de Ana Carolina têm público eclético. Há fãs lésbicas que bradam palavras de ordem enquanto ela entoa baladas românticas, e também casais heterossexuais. Quando a cantora apresenta sua versão bossa nova de Eu Gosto É de Mulher, sucesso do grupo de rock paulistano Ultraje a Rigor da década de 80, a platéia sempre se entusiasma. "É uma canção machista, misógina até, mas sempre divertida." Outro ponto alto se dá quando ela interpreta uma música que estará em seu próximo disco, Eu Gosto de Homens e de Mulheres. "De vez em quando alguém chega a meu camarim e diz: 'Que coragem cantar essa música!'. Sempre recebo bem esse tipo de elogio, mas acho que aí está a diferença da minha visão. Acho 'coragem' uma expressão muito antiquada nessa área. Nossas inclinações sexuais não deveriam causar medo."
   Ana Carolina descobriu que era bissexual na adolescência. 
Quando tinha 16 anos, ela decidiu contar à mãe.
"Gosto de homens e de mulheres. Dá para pegar aquele negócio ali, por favor?
" A cantora, no entanto, não descarta a idéia de um dia se apaixonar por um homem. 
"Se isso acontecer, caso de véu e de grinalda, e ninguém irá me impedir." 

Atitudes como a de Ana Carolina atraem dois tipos de oposição. Sua maneira de falar de sexo parece ultrajante para os conservadores, mas também incomoda muitos homossexuais aguerridos, que gostariam de vê-la empunhando a bandeira do arco-íris. Ana Carolina pertence a uma era pós-engajamento. Parte da militância não se conforma com suas negativas a se apresentar na Parada Gay paulistana ou em casas noturnas voltadas a esse público. "Acho que passeatas e discursos no estilo 'nós, os homossexuais' só alimentam uma visão estereotipada", diz. Inspirada por autoras como a americana Camille Paglia, que admira por suas polêmicas no âmbito do feminismo e da cultura gay ("O que mais me incomodou num assalto por que passei foi levarem por acaso um livro dela", brinca), a cantora não quer ser aprisionada num nicho. "Posso até estar saindo com uma mulher, mas se eu me apaixonar por um homem e decidir casar com ele na igreja, de véu e grinalda, ninguém vai impedir", diz.

Fonte: Veja Online