Confira a nova parceria de Ana Carolina e Maria Gadú chamada Reis

REIS

Não se fere um Rei à ferro e fogo
Eu não desejaria o fogo, a febre.. um Rei
Seja cangaceira, carta espanha
Seja noroacã no canto servo - a lei


A cada grito,a porta aberta desespera
Ponta flecha, o sol além
Cada caravela que espero retorno
Da Era quimera Teixeira do desdém


Não se cala um canto, uma discordia
A língua que separa a prece ilude mesmo
e Deus...
Não se foge ao mar, procurar relíquia

Sujeitando a mata recriar no caos
A cada grito,a porta aberta desespera
Ponta flecha, o sol além
Cada caravela que espero retorno


Da Era quimera Teixeira do desdém
Disse manda o Rei - o Réu sou eu
E te manda o Réu - o Rei sou eu
Cangaceiro febril da terra inteira, o erro é meu


Da mortalha Teixeira que usou,
Cada prece iludida que preguei,
Desbravando meu peito sem fronteira
Agora eu sei

Disse manda o Rei - o Réu sou eu
E te manda o Réu - o Rei sou eu
Cangaceiro febril da terra inteira, o erro é meu
Da mortalha Teixeira que usou,


Cada prece iludida que preguei,
Desbravando meu peito sem fronteira
Agora eu sei
Não se fere um Rei à ferro e fogo


Eu não desejaria o fogo, a febre.. um Rei
Não se cala um canto, uma discordia
A língua que separa a prece ilude mesmo
Deus...



Para baixar a música clique Aqui

Ana Carolina lança registro do show Ensaio de Cores

Em meados do ano passado, Ana Carolina idealizou o projeto que conjugava show e exposição. Ela diz que a ideia era que fosse uma apresentação intimista, na contramão das grandes produções em que vinha investindo. Telas de sua autoria - obra resultante da paixão pela pintura, que a tomou em 2002 - seriam projetadas como cenário. As apresentações estavam inicialmente previstas para acontecer apenas no Rio de Janeiro e em São Paulo, sendo duas em cada. Acontece que o show foi muito bem recebido, acabou rodando por outras 12 cidades e gerou o CD "Ensaio de Cores", que acaba de ser lançado. O registro do show também chega ao mercado, em janeiro, nos formatos DVD e Blu-ray.


"Não tinha pretensão nenhuma, era para ser um show com uma formação mais intimista, pensado para espaços menores. Ele foi concebido como um projeto no qual apresentaria pela primeira vez as minhas telas, para vender e arrecadar fundos para a Associação de Diabetes Juvenil", diz a cantora, ela mesma diabética desde os 16 anos. Para a formação enxuta que pretendia, Ana chamou apenas mulheres: Délia Fischer (piano), Gretel Paganini (violoncelo) e Lanlan (bateria e percussão).

"Eu queria me sentir parte da banda, e não a cantora que é acompanhada por uma. Deu muito certo, ficou sonoramente mais delicado e se integrou com o universo da pintura que o show apresenta", diz, acrescentando que foi justamente esse universo que norteou a escolha do repertório. "Escolhi músicas que apresentassem o conceito do show, como ‘Rai das Cores’, do Caetano, e ‘Azul’, do Djavan. Compus, ainda, ‘As Telas e Elas’, que também fala desse ambiente. Juntei isso com músicas que sempre quis cantar, como ‘Todas Elas Juntas Num Só Ser’, do Lenine, que ficou especial com as meninas", diz. E as pretensões com a pintura? "Amigos ligados às artes me dão uma direção, mas ainda sou uma iniciante", diz.

Fonte: Vips em Foco


Participação de Ana Carolina mensagem final de ano Rádio Alvorada



Clique aqui para ouvir a mensagem!

Fonte: Rádio Alvorada

Pintura Musicais: Em “Ensaio de Cores”, Ana Carolina flerta com as artes plásticas

A voz potente e grave de Ana Carolina se rendeu a outros ritmos no CD “Ensaio de Cores”. Duas palavras definem bem o novo trabalho da cantora: miscigenação musical. Em 14 faixas, as canções vão da MPB romântica ao hip-hop e ao samba. Mas as misturas não são apenas as de gênero, a produção é uma conjunção entre música e pintura.
O repertório foi escolhido para casar com o projeto. Até a regravação de “Carvão” tem relação direta com as artes. “Quando comecei a fazer os primeiros exercícios com uma artista plástica, a primeira coisa que ela pediu para eu fazer como prática era pintar com carvão em cima de várias folhas”, lembra a cantora.

Apesar de não se considerar uma pintora, Ana Carolina teve a ideia de preparar o novo disco a partir das telas que criou. “Chegar a ‘Ensaio de Cores’ foi uma coisa complicada, porque a pintura é uma atividade muito informal da minha parte. Eu não gostaria de me considerar uma pintora, ter esse peso sobre mim. Apesar de eu pintar bastante e de maneira intensa, eu acho que o nome ‘Ensaio de Cores’ fala um pouco com a música, a própria palavra ensaio é uma coisa que tem muito dentro do universo musical”.

É tanta mistura entre cor e som que Ana considera que algumas canções foram pintadas. Três músicas em especial resumem bem o álbum e a relação entre as canções e as pinturas: “As Telas e Elas”, composição de Ana Carolina; “Rai das Cores”, de Caetano Veloso; e “Azul”, de Djavan.

O mais feminino de todos os CDs de Ana Carolina foi criado com um grupo formado exclusivamente por mulheres: a cantora, Lan Lan, na percussão; Délia Fischer, nos teclados; e Gretel Paganini, no violoncelo. “Gravei ‘Todas Elas Juntas num só Ser’, do Lenine, porque achei que tinha tudo a ver com a banda feminina; ‘O Violão’ fala da criação do primeiro instrumento inspirado no corpo da mulher. Eu decidi montar essa banda feminina porque queria tocar só com mulheres mesmo. No palco, eu descobri muitas coisas tocando só com mulheres. A intensidade em todos os lugares, a delicadeza”.

Ao contrário do CD “Multishow Ana Carolina Nove+1”, “Ensaio de Cores” não tem participações especiais. “O projeto é diferente. O ‘Nove’ era o momento em que eu estava comemorando dez anos de carreira, eu queria cantar com as pessoas que eu admirava. ‘Ensaio de Cores” é como se a gente fosse uma banda e eu fosse a vocalista”.

 
Fonte: Inter Jornal

Apenas mulheres tocam no novo disco de Ana Carolina, inspirado em pinturas

A voz potente e grave de Ana Carolina se rendeu a outros ritmos no CD Ensaio de cores. Duas palavras definem bem o novo trabalho da cantora: miscigenação musical. Em 14 faixas, as canções vão da MPB romântica ao hip-hop e ao samba. Mas as misturas não são apenas as de gênero, a produção é uma conjunção entre música e pintura.


Todo o repertório foi escolhido para casar com o projeto. Até mesmo regravação de Carvão tem relação direta com as artes. “Quando eu comecei a fazer os primeiros exercícios com uma artista plástica, a primeira coisa que ela pediu para eu fazer como exercício era pintar com carvão em cima de várias folhas. Lógico, isso ficou na minha cabeça”, lembra a cantora.

Apesar de não se considerar uma pintora, Ana Carolina teve a ideia de preparar o novo disco a partir das telas que criou. “Chegar a Ensaio de cores foi uma coisa complicada, porque a pintura é uma atividade muito informal da minha parte. Eu não gostaria de me considerar uma pintora, ter esse peso sobre mim. Apesar de eu pintar bastante e de maneira intensa, me entregar totalmente, eu acho que a o nome Ensaio de cores fala um pouco com a música, a própria palavra ensaio é uma coisa que tem muito dentro do universo musical”.

É tanta sinestesia, tanta mistura entre cor e som que Ana Carolina considera que algumas canções foram pintadas. Três músicas em especial resumem bem o álbum e a relação entre as canções e as pinturas: As telas e elas, composição de Ana Carolina; Rai das cores, de Caetano Veloso; e Azul, de Djavan.

O mais feminino de todos os CDs de Ana Carolina foi criado com um grupo formado exclusivamente por mulheres. “Gravei Todas elas juntas num só ser, do Lenine, porque achei que tinha tudo a ver com a banda feminina; O violão fala da criação do primeiro instrumento inspirado no corpo da mulher. Eu decidi montar essa banda feminina porque queria tocar só com mulheres mesmo. É lógico que o pensamento foi simples, mas o resultado não. Porque, no palco, eu descobri muitas coisas tocando só com mulheres. A intensidade em todos os lugares, a delicadeza”.

Caetano


Depois de participar do show Elas cantam Roberto e interpretar Força estranha, de Caetano Veloso, Ana Carolina se apaixonou pela canção. “Foi muito legal para mim, eu amo essa música, estava na hora de colocar no meu show. Eu acho um arraso, uma obra de arte.”

Ela não é sambista, mas se saiu muito bem nos dois sambas que gravou. Pra tomar três, composta em conjunto com Edu Krieger; e Stereo, feita com Antônio Villeroy, têm a receita para animar o público. “Pra tomar três era uma música que eu tinha no bolso e que tem muita cara de show, até pela própria atmosfera, um jeito meio ‘boêmia, aqui me tens de regresso’”, brinca. “E Stereo eu resolvi incluir no disco porque estava tocando muito nas rádios, inclusive AM. Foi aí que Lan Lan (baterista) fez aquilo que ela chama de maculelê de boca, uma percussão vocal, ficou pesadão.”

Ao contrário do último CD, Multishow Ana Carolina Nove, Ensaio de cores não tem participações especiais. “O projeto é diferente. O Nove era o momento em que eu estava comemorando 10 anos de carreira, eu queria cantar com as pessoas que eu admirava. Cantei com John Legend, com Esperanza Spalding, com Chiara Civello. Aquele foi o momento específico. Ensaio de cores é como se a gente fosse uma banda e eu fosse a vocalista”.Do Correio Braziliense
Fonte: Diário de Pernambuco



Lado Pintora da Cantora Ana Carolina


Fonte: CARAS

Ana Carolina fala de trabalho e vida pessoal



Ana Carolina é uma pessoa intensa. Inquieta. É capaz de ficar seis horas seguidas pintando telas, mas depois não consegue olhar para essas obras sem ter a vontade de dar mais um retoquezinho. A música pode surgir num momento inesperado que a leva a empunhar violão, ou nos muitos saraus em sua casa no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, já frequentado por gente como Norah Jones e Madeleine Peyroux.
Com esse jorro criativo, Ana Carolina decidiu unir música e pintura no novo disco Ensaio de Cores (Sony Music). Desta vez com uma banda só de mulheres, tocando inéditas e releituras. Em conversa com o JT, a mineira de Juiz de Fora, de 37 anos, falou de trabalho e vida pessoal. Com objetividade. Do jeito que ela gosta.

‘Ensaio de Cores’ tem faixas representativas dessa união entre música e pintura, como ‘Rai das Cores’ e ‘As Telas e Elas’. Como foi a elaboração desse disco?
Estava com a casa cheia de telas e fiquei pensando no que fazer com elas. Aí resolvi fazer esse show, que seria a exposição das obras, com parte da renda revertida para a Associação de Diabetes Juvenil. Pensei no Rai das Cores, fiz As Telas e Elas, botei o Azul e disse: “Já tem um núcleo de músicas para fazer sentido com as telas que são exibidas no foyer e projetadas no palco durante o show”.

Em um vídeo seu, em que está pintando, você aparenta fazer um trabalho bem instintivo. Tem sido mesmo dessa forma?
O que eu tenho dito é que tem um cara chamado Basquiat, que vivia, pintava, comia, andava, dormia, tudo em cima das telas. Depois as expunha e isso me chamou bastante atenção, porque a maneira como faço música é muito parecida. Aconteceu alguma coisa aqui, pego o violão. É meio aqui e agora. Percebi que não importa somente o que você vê no quadro, mas a atitude do que foi feito na hora que a figura estava pintando. Quero a comunicabilidade visual, muito mais do que a beleza.

Você fez uma exposição, recentemente, na galeria Romero Britto, com renda revertida para a ADJ. Quanto custam suas obras?
O que me ensinaram é que um iniciante pode cobrar de R$ 3 mil a R$ 10 mil o metro quadrado.

Encara a pintura como algo a se fazer despretensiosamente?
Totalmente. Nem quero ser chamada de pintora, acho que preciso de mais dez anos pra isso (risos).
Você descobriu ter diabetes aos 16 anos. Por conta disso, você se mantém longe do álcool?
Eu tomo meus vinhos, sim. A gente não tá morto não, viu? (risos) Você só não pode tomar um porre e perder a noção do perigo. E tem de ficar especialmente atento, porque quatro horas depois do último gole pode ter uma hipoglicemia.

E drogas, você já teve envolvimento com alguma?
Não uso drogas, jamais, em hipótese alguma. Tenho pa-vor de drogas. Todas. Tomo meu vinho e olhe lá.
Você contou, em entrevista, que seu pai foi amante da sua mãe e ele tinha outra família. Ele morreu quando você tinha dois meses, mas você cresceu sabendo disso. Como foi lidar com a situação?
Foi superdifícil, porque eu sabia, mas não podia falar nada. Hoje, sou superamiga da minha irmã, amiga da família do meu pai, mas, na época, foi meio barra pesada.


O que foi mais difícil?
Era difícil no colégio não poder falar quem era o pai, colocar o nome. Porque era como se o pai não existisse, como se parte da minha raiz se afundasse e eu não pudesse exibir. Isso era complicado mesmo.

Foi sua irmã quem tem procurou. Antes disso, você nunca havia pensado em procurá-los?
Não, porque a história era da minha mãe, então, não ia tocar nela. Era uma questão de respeito.

Sua irmã te viu numa capa de CD e notou a semelhança, foi isso?
Quando ela olhou, sentiu alguma coisa. Era uma identificação visual, porque embora ela seja bem mais velha do que eu, somos longilíneas, ela também tem a testa grande. A gente é superparecida. Inclusive, no jeito de falar, o gestual. A gente se conhece há dez anos. A gente ri, é uma genética assustadora (risos). Eu tenho um irmão também, o Fernando.

Deve ter dado um frio na barriga esse primeiro encontro?

Deu mesmo. Eu ficava olhando pra ela pra ver o que parecia. A marca no dedo, o pé, o umbigo. Foi um negócio engraçadíssimo.

Depois de declarar publicamente ser bissexual, você contou que as pessoas continuaram ouvindo sua música, indo a shows. Mas, em algum momento, foi vítima de preconceito?
Não, em momento nenhum. Acho que o pessoal não tá nem aí pra minha opção sexual. No plano pessoal, também não tive problemas. Te garanto. Porque se tivesse, diria, inclusive, o nome da pessoa, porque eu sou louca.

A militância gay já reclamou de você não levantar bandeira, não tocar nas casas que frequentam…
Nunca fui convidada para uma passeata gay. Já vi vários artistas que são chamados, inclusive, amigos meus. A Preta Gil está lá direto. Ela é minha amiga.

Está namorando?
Estou solteira.

Pensa em se casar?
O casamento é uma coisa meio boba. Ele tem uma coisa terrível que faz do dia que você diz sim o mais importante de todos os seus dias futuros onde você, teoricamente, não pode romper aquele laço. Estou muito distante de dizer hoje o que pretendo fazer, seguramente, para o resto da minha vida. Não preciso assinar papel nenhum para amar alguém, nem para provar nada. Mas mudo muito. Estou dizendo isso hoje, mas posso mudar de ideia amanhã de manhã.

Aliás, você disse que congelaria óvulos seus para o futuro…
Pois é… Quero fazer esse negócio, mas não é tão fácil quanto imaginei. Não se resolve numa tarde.

Você fez um ensaio com vestido vermelho, mas disse que não gosta muito de vestido. O que você tem no seu guarda-roupa?
Só tenho roupa preta (risos) Aiai… Tenho lá uma jaqueta jeans, vai, mas não gosto muito dessa coisa de cor no corpo.

Costuma dar festas na sua casa?
Sim, promovo saraus aqui. Trago meus amigos músicos e já tive gente da pesada. Norah Jones já veio, Madeleine Peyroux, Maria Gadú, Dudu Falcão, Edu Krieger, Jorge Vercillo, Antonio Villeroy. Surge muita música. É uma troca incrível. Faço questão. Adoro.

Você disse que percebeu a fama quando alguém veio te pedir um autógrafo e, a partir daí, você fez terapia. De que maneira isso teve impacto em sua vida?
É muito legal fazer sucesso, ser reconhecido por aquilo que você faz. Adoro e acho que não trocaria por nada. Agora, se eu vou numa disco, por exemplo, o problema não é o fã que vem falar comigo. Adoro, tiro foto. O problema é a observação. Às vezes, o cara nem é teu fã e fica naquela cutucada ali, falando alguma coisa de você o tempo todo. Tem hora que incomoda, porque tira sua liberdade mesmo de ser. Você sabe que está sendo vigiado, pô. Você fica meio grilado.

Por causa disso, você evita lugares com muita gente?
Não. Eu, naturalmente, não saio, porque não saio mesmo. Não tem nada a ver com essa coisa de ser reservada, não. Mas quando eu saio, saio pra valer, vou pros lugares, porque também eu não vou ficar me escondendo.

Fonte: jornal da tarde